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Insensato

(In)correto, mas com sentimento, deambulando pela escrita, música e fotografia.

(In)correto, mas com sentimento, deambulando pela escrita, música e fotografia.

Insensato

26
Jun17

Um destaque inesperado

P.P.

  Após debruçar-me no painel de controle deste blogue, respondi aos comentários. É uma atividade que me dá prazer, recordando-me o passado da blogosfera. Constatei a existência de novos intervenientes (que bom!)

 

  Passados alguns minutos deparei-me com um belo número de milhares de visualizações, referente à publicação Professores e Dress Code - piada ou obrigatoriedade? Pensei, "aqui há algum erro".

 

  De novo pensei, "aqui há algum erro" ao consultar o número de visualizações do blogue. Um número repleto de algarismos. Foi então que decidi consultar a página do Sapo, mais abaixo, como costumo fazer diariamente. Hoje tinha sido exceção. Vi então o destaque que se segue, na secção Opinião & Blogs.

 

Destaque no Sapo Blogs

 

  Obrigado Sapo Blogs e respetiva equipa pelo destaque e a todos vocês, leitores e intervenientes.

25
Jun17

Professores e Dress Code, obrigatoriedade ou piada?

P.P.

   A publicação "Coisas Muito Boas", da colega Beatriz, no seu blogue pessoal  remeteu-me a situações por mim já vividas, como professor. 

 

  Sou daqueles que reagem mal ao calor e com caraterísticas nórdicas, no que diz respeito ao fenótipo. Enquanto professor, considero a relação pedagógica primordial para o sucesso escolar. Pelo menos, nos dois primeiros ciclos de ensino.

 

  Um dia, há uns oito anos, prestes a começar o ano letivo com os alunos, fui abordado no sentido da proibição em usar bermudas ou calções nas minhas aulas, podendo apenas calçar sandálias, dentro do estilo. Eu que até tenho coxas que se vejam e naquela modalidade tão tapadinhas! Na época, vinha de uma escola que se preocupava essencialmente com os bons resultados académicos e estava-se "nas tintas" para os diferentes estilos de pessoal docente e não docente. Admito que, nesta, por forma a chegar a alunos extremamente complicados, cheguei a recorrer a um estilo que não o meu, com resultados, no domínio agora designado por coaching de professores. É tão bom quando conseguimos desviar alguém dos maus caminhos! 

 

  Eis-me perante a dúvida: um professor pode usar calções ou bermudas, em tempo de calor ou até recorrer à saia, como referido no artigo da Beatriz? Existe um dress code para docentes? Não, não quero saber das diferenças de vencimento entre escalões, congelamento da carreira e outros fatores que possam levar um docente a não vestir como "um doutor".  As contas em dia e a consciência tranquila são para mim fatores vitais. 

 

  Penso que o estilo indicado na fotografia satisfaz a maioria dos imaculados doutores e encarregados de educação. Não esquecer que todos os artigos são de marca!

 

Men fashion do Tumblr

 

  Por ter uma mala idêntica, dado lecionar várias disciplinas, asseguro-vos que o estilo que se segue não agrada a todos. Talvez pensem "um gajo de mala? Trará uma bomba?"

 

mala do tumblr

 Imagens do Tumblr

 

  Ainda não me revejo no estilo a seguir apresentado, do blogue Moda Para Homens, mas...

 

Homens de saia - Blogue MPH

 

 

 

23
Jun17

Citação #7

P.P.

Fire

 

 

Do blogue da Raquel Varela, sobre a tragédia que se vive no nosso país:

 

 

(...) Acidente é um piano cair-nos em cima da cabeça – fogos florestais com mortos, feridos, casas ardidas, são a constante no país. E desculpem a dureza com que o afirmo, as pessoas não precisam de abraços, precisamos de crescer, quando somos crianças é que festas na face nos acalmam, a vida adulta é feita de acções e não de palavras, afectos e sorrisos são agradáveis mas não constroem um país, precisamos de políticas reais de ordenamento do território, economia (o que se produz, como, para vender o quê, a quem) e prevenção...

 

Extraído de Varela, Raquel (2017) em "Portugal a arder...outra e outra vez", em 23/06/17, às 24h30min

18
Jun17

A trovoada seca e o horror em Pedrógão Grande

P.P.

   Na região de Leiria, em Pedógrão Grande, temos assistido às consequências de uma das maiores catástrofes naturais dos últimos anos, no nosso país.

 

   Infelizmente, falar de incêndios, em Portugal, na época quente há muito tornou-se trivial. Estes rendem fortunas a várias entidades ainda não responsabilizadas. Acresce ainda o problema do ordenamento do território, alguns aspetos da flora e os indevidos cuidados para com a limpeza da floresta. Constatam-se armadilhas do fogo e do combate ao fogo.

 

 

   Contudo, em Pedrógão Grande, onde as vítimas carbonizadas ou por asfixia ascendem, neste momento, a mais de 6 dezenas, os desalojados a centena e meia e muitos são os feridos, sem esquecer as consequências de ordem psicológica, económica e ambiental, a origem esteve em trovoadas secas. Um raio de um relâmpago atingiu uma árvore. Pode ler, "Como a polícia encontrou a árvore onde tudo começou". 

 

 

   Um relâmpago pode provocar um incêndio devido à temperatura da descarga elétrica. Eles ocorrem numa fração de segundo mas atingem temperaturas na ordem dos 20 mil graus Celsius. O raio que atingiu a árvore em Escalos Fundeiros no sábado à tarde, dia 17 de junho, facilmente fez arder a madeira e o mato seco em volta. A temperatura ambiente acima dos 40ºC associada à baixa humidade do ar e ao vento forte fizeram com que as chamas se propagassem rapidamente.

 

 

 

   Como referido, às trovoadas secas associaram-se o vento forte e o baixo teor de humidade no ar e no solo, assim como "grandes manchas de eucaliptal desordenado, numa região conhecida ironicamente como pinhal interior, e de fraca gestão, em que os proprietários só lá voltam basicamente para cortar", de acordo com o presidente da Quercus (cf. artigo Sapo 24). Nesta imagem, encontra uma explicação sucinta a respeito da formação de trovoadas.

 

 

 

    As trovoadas secas ocorrem devido ao desenvolvimento de cumulonimbos, nuvens de crescimento vertical, cuja base está a um nível muito elevado na atmosfera e, abaixo da base, o ar está muito seco, a humidade é muito baixa e as temperaturas estão muito elevadas. Como tal, podem desencadear apenas aguaceiros ou a trovada seca (trovada sem aguaceiros).  Caso não haja precipitação, mas haja trovoada, estamos perante o fenómeno de trovoada seca.

Na fotografia pode ver uma destas nuvens.

 

Formação de uma cumulonimbos.jpg

 

   Dadas as elevadas temperaturas, este fenómeno acontece com alguma frequência no verão. "A humidade relativa do ar, que indica a quantidade de água no estado gasoso presente no ar a determinada temperatura, pode descer abaixo dos 10% quando se verifica este fenómeno. É por isso que a atmosfera absorve a água da chuva (quando ocorre), impedindo que ela chegue ao chão", de acordo com Maria João Frada, meteorologista do IPMA, ao Observador. Informação detalhada do processo pode encontrar em Trovoadas Secas.

 

   Aos fatores indicados, temos a destacar o relevo da região, que consiste em  terreno bastante acidentado, com declives muito pronunciados e vales relativamente fundos. É uma região com muita floresta e pouca agricultura, tratando-se essencialmente de eucaliptais. Falharam as medidas preventivas, no combate inicial ao incêndio e na informação da população. Por outro lado, uma estrada que não foi cortada ao trânsito.

   Eis algumas fotografias extraídas do Sapo 24, acerca do que se sabe até ao momento que demonstram a intensidade desta calamidade nacional.

 

 

 

 

 

   Perante o ocorrido, restam-nos gestos de solidariedade para com a população afetada. É hora de intervir, nos afetos e apoio na reposição daquilo que não mais será o mesmo. Faça-se Paz, nas diferentes instâncias, com urgência.

 

#prayforportugal

 

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