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Insensato

(In)correto com sentimento.

(In)correto com sentimento.

Insensato

17
Out17

Sem recursos para vos dizer Olá

PP

20171017_desvirtuado como a minha alma by PP

 

A madrugada desta segunda foi assustadora. Fogo por tudo quanto era lado, numa povoação que, a certa altura, se viu sem eletricidade e sem água. Disto falarei quando finalmente tiver internet

Acreditem, no fado a que assistimos, em muitos pontos do país, heróis foram as pessoas do povo que deram o seu melhor. Neste momento, por aqui, a eletricidade ainda falha, a rede e a Internet móvel funcionam mal e o telefone mal funciona.

Não consigo, por exemplo, ver a minha galeria do Instagram ou a página do Sapo. Muito mais há de importante do que tais futilidades. O que antes era verde e azul, agora é azul e preto. Um azul fugaz já que o leito dos rios é pequeno

Além do meu abraço, deixo -vos o meu olhar às 19h de hoje. Espero poder regressar em breve. Como sempre, o serviço da Meo deixa muito a desejar...

Entretanto, é tempo de acomodação e despedida. Despedida não só daqueles monumentos que fizeram parte da nossa história, assim como dos rostos que foram vencidos pelas chamas do Inferno de Dante.

15
Out17

O JT tem um Sonho

PP

 

   José Teixeira tem 23 anos e vive em Rans, Penafiel, Porto .

Desde cedo sonha tornar-se modelo fotográfico. O seu Instagram é @josecunha_teixeira

 

José Teixeira - foto cedida pelo próprio

 

 

 

PP: — Como nasceu o teu interesse pela moda?

JT: — O meu interesse pela moda nasceu aos meus 12 anos, com o intuito de me evidenciar, expressar o meu mundo, libertar alguns problemas e sobretudo exorcizá-los. Desde então, dada uma fase muito complicada na minha vida e desenvolvimento, um simples clique consegue libertar partes fechadas em mim, com entusiasmo e liberdade. Como se de um ato de representação se tratasse, apesar de estarmos perante o mesmo José.

 

 

José Teixeira - foto cedida pelo próprio

 

 

PP: — Por que razão o teu fascínio prende-se com o de ser modelo fotográfico? Quais os trabalhos que gostarias de desenvolver?

JT: — Porque é com as posições e os outfits que mais me identifico.

Ser capa de revista, campanhas de moda em estilo clássico. Ser conhecido em blogues.

 

 

Obrigado pelo teu contributo.

 

Vejamos algumas fotografias da tua galeria que nos cedeste.

 

 

 

 

13
Out17

Preconceitos Inauditos na Doença Oncológica

PP

 

 

 

   Quando o cancro entrou na minha casa, sem sequer pedir licença, de início atingiu a minha mãe. Pensávamos nós, mas isso é outra história. De início, o que soubemos vir a tratar-se de um tumor, foi confundido com uma borbulha e depois com um abcesso. Só que “este abcesso” não doía, movia-se e estava localizado junto da glândula salivar direita. Escusado será dizer que o diagnóstico não foi rápido.

 

 

9 dez 12 - 5 dias depois da remoção do tumor


   Naqueles tempos, a trabalhar a 110km de casa, desconhecia ter direito a Mobilidade por Doença (MPD), para apoio aos pais ou filhos. Continuei a lecionar, para lá daquela serra de nevoeiros densos e por vezes assustadores e de acessos nem sempre fáceis. Na Escola, apesar de efetivo, nada mudou. Não fossem os verdadeiros amigos, a minha Saúde teria atingido níveis miseráveis. Já há um ano tínhamos a nosso cuidado, acamada e totalmente dependente, a avó, doente de Alzheimer. Atualmente sei que muitas das diarreias que tive, alternadas com prisão de ventre não passaram de manifestações de ansiedade crónica e sensações de culpa, por não estar presente.

 

Avó 86 anos num momento de lucidez by PP

 

 

   Quando a mãe foi para o Hospital, aos fins de semana, com o pai, junto da avó demos o nosso melhor. Apenas uma senhora cuidava da mudança das fraldas e do banho e por sorte, a sobrinha do meu pai morava perto do Hospital, mantendo-nos informados. Sobretudo a mim, durante a semana.

 

 

 

Na luta contra o cancro, sinais já visíveis do do pai by PP

 

 


   Um ano passou. A leucemia do pai mantive-se estranha, de origem desconhecida. A médica especialista que o acompanhava deixou tanto a desejar. Não pelos sorrisos ou simpatia. Antes fosse o oposto: frontal e verdadeira. Passado um ano e um mês da operação da minha mãe, perante o relatório que esta recebera, referente ao meu pai, dados os meus parcos, ainda que suficientes conhecimentos, deparámo-nos perante a morte anunciada ou a probabilidade de 7 anos de vida, quase todos eles presos a uma cadeira de rodas, com avanços e retrocessos. Estávamos perante um cancro grave, designado Mieloma Múltiplo, que já vivia no seu corpo há uns 6 anos, sem qualquer diagnóstico até então.

 

   Eu, continuava na mesma Escola. Perdi “o chão”. Não digam que é bom ser filho único. Fui também eu, após o termos "enganado", mediante recomendação da médica de família, quem abriu a porta para aquilo com que se iria confrontar. Se soubessem o quanto essa semana foi terrível ou esse entreabrir da porta...

Constatei que pensava que todos tínhamos pais até que estes fizessem 70 e tal anos. Afinal, o meu foi pai cedo. Outra série de sonhos perdidos. Dei início a um luto antecipatório. Mal sabia o que estava para vir.

 


   Não foi na Escola que encontrei compreensão e conforto, mas nos amigos daquela região. A Paulinha e o Nando, frequentemente, aos fins de semana, encostavam-me "contra a parede" e levavam-me para casa deles encaixando-me na sua família. Caso contrário, eu era capaz de ficar dois a três dias na cama, a olhar para o nada, a pensar no futuro. Quantas vezes fiquei com a dispensa vazia tendo o supermercado ao lado!

 

   Ao longo do tempo, constatei, no bar da Escola, na hora do lanche, que alguns professores se afastavam de mim. Naturalmente, eu não seria a melhor pessoa para conversar, mas conseguia fazê-lo, até porque, quando no abismo, tranco-me em casa ou no quarto. Um dia ouvi: “Com tantos casos de cancro na família, ainda nos passa a doença”. Saliente-se que quem proferiu tais palavras tem formação académica.

 

Soubesse onde eu onde estou by PP

 

 

   Passados alguns dias, ocorreu uma situação que jamais esquecerei e admiro o autocontrole que consegui ter. Uma colega, em meu entender, de competência algo inusitada, procurou colocar os pais de uma turma contra mim, uma vez que, como é compreensível, perante a situação vivida eu faltava com frequência. Mas não deixava de parte o que me competia. As minhas aulas sempre foram coadjuvadas pela professora com mais tempo de serviço da escola, uma docente repleta de saberes, amiga e com postura, sendo que ambos constatávamos que os alunos não estavam empenhados. Perante os resultados da ficha de avaliação, tudo e mais alguma coisa passou a dever-se ao professor. Uma reunião desenrolou-se nas minhas costas. Curioso é que as afirmações proferidas por alguns dos pais mais descontrolados (não estive presente, mas as informações chegaram-me no próprio dia, por alguns pais preocupados) não iam ao encontro das dos alunos. Porque sempre lutei pela igualdade e justiça, e pouco me importa se o aluno é filho de um ministro ou de uma prostituta (sim, já tive ambos os casos) disse a um aluno “O mundo não gira à tua volta. Os professores, tal como tu, também sofrem. Também têm problemas. Por isso, quando fazes uma acusação, deves pensar naquilo que dizes e respetivas consequências”. Escusado será dizer que a mãe quis fazer parte dos meus parasitas intestinais, do couro cabeludo e sei lá do que mais. Com tantos problemas na minha cabeça, longe de casa, com fobia à condução, em risco de perder os pais, .... temos tempo para parasitas?


   O respeito pelo docente era tal que um dia, perante uma afirmação minha, a tal professora dos alunos respondeu-me “Não, tu não disseste isso. Estás a ficar com Alzheimer como a tua avó!”. Uma outra vez: “Com os cancros dos pais, certamente também terás."

 


   Todas as pessoas referidas têm formação académica superior. O que é feito dos valores, da cidadania, empatia,  solidariedade, entre outras? Como é que as transmitem aos alunos? Escusado será dizer que frente a diretor(a) sabem fingir. 

 

Já tinha ouvido falar de casos deste tipo, em que há discriminação junto aos familiares diretos dos doentes oncológicos?


   Antes de lavrar este texto, tive conhecimento de um jovem cujo pai faleceu quando tinha 12 anos, vítima de doença oncológica. Também ele sofreu discriminação. Confesso que pensava ser caso único. Tentei entrevista-lo, mas só as minhas palavras, que dizem tão pouco, segundo ele, passados 10 anos, fazem-no sofrer. 


Partilhe as suas experiências, neste ou outro âmbito. Para tal, recorra ao meu endereço de correio eletrónico (perfil), por forma a lutarmos por um mundo melhor.

12
Out17

Livro #1 | Vendedor de Lágrimas

PP

 

Vendedor de Lágrimas de Paulo Guerra

 

 

 

 

   A publicação dos trabalhos de Paulo César levaram alguns leitores a questionarem-me acerca da aquisição do seu livro Vendedor de Lágrimas. Pois bem, a obra tem uma página no Facebook, através da qual podem contactar o autor.

 

Com a autorização do Paulo, que não utiliza o AO, deixo-vos as palavras iniciais deste Vendedor de Lágrimas.

 

 

 

Há anos que fotografo usando Paulo César como nome, desde sempre a paixão pela fotografia e também o acto de escrever fizeram parte de mim.

Quando escolhi o nome como fotógrafo optei apenas pelos meus nomes próprios, queria ser apenas eu, começar do zero, sem herança genética, sem passado, apenas presente e futuro.

Como escritor sou Paulo Nascimento Guerra, sou eu, com passado, presente e futuro, com a herança genética, com as memórias, com os esquecimentos, com todas as virtudes e todas as falhas destes anos desta vida.

Mas sempre eu, e todos os eus que vivem em mim.

Desde há muito que existe o sonho de ter um livro de textos.
Estes meses de pausa do início de 2016 fizeram-me ter tempo para escolher e rever textos escritos desde 2001. Concluí que devo direccionar mais a atenção, o tempo e a energia para mim, para as minhas coisas, para tornar os meus sonhos concretos e reais.

O nome "Vendedor de Lágrimas" surgiu há uns dois anos, sem eu saber o porquê, e sem ter no momento um texto que o justificasse, ou sequer, ter a noção de quem seria esse tal vendedor, ao escrever o texto descobri que sou eu o Vendedor de Lágrimas, o "que passa a vida a secá-las nos rostos dos outros"... E que "morrerei um dia afogado porque as limpo e as seco".

De início foi estranho, não tinha a noção de quem seria, mas o juntar das letras, o formar das palavras... As frases fizeram todo o sentido e sim... Sou eu o "protagonista" do meu livro, tal como devemos ser todos da nossa própria vida, os obreiros de nós mesmos.

Vivi uma vida emprestada nestes meses, esta que me acompanhou, preencheu e secou neste início de ano. É óbvio que existiu toda uma vida antes deste "empréstimo", existem e existirão muitos meses desta "nova" vida, a todas estou grato.
Estou grato por ter uma alma que, sem reclamações, se ajustou ás várias formas que o meu corpo assumiu na vida emprestada. Não sei como conseguiu tal ginástica, reduzindo-se e encaixando num corpo que eu não reconhecia de todo.

O meu segundo livro já tem nome: "Liturgia das Almas", gosto da ideia de alma, acredito apesar de não ser palpável, é algo que ninguém em concreto e absoluto consegue definir o que pode ser, e sobre o qual escrevo muitas vezes.
Deste primeiro retirei todos os textos onde a palavra alma aparecia.

Porquê o segundo livro com o nome de "Liturgia das Almas"? Não sei, tal como o "Vendedor de Lágrimas", o título veio até mim.

Sei que a escrita terá um papel importante nesta "nova" vida, sei que nesta minha caminhada, em que muitas vezes caminhar é voltar para trás e seguir um outro caminho, sempre haverá textos. De agora em diante deixarão de ser apenas meus, serão nossos, vossos.

Ambiciono que a minha escrita faça a diferença.

Espero que alguns textos vos façam ir aos vossos sótãos de memórias empoeiradas (de muitas delas só queremos o esquecimento), que com outros vos provoque "murros no estômago", por vos fazer sentir coisas que não queriam, mas também que vos façam sorrir, sonhar, e acima de tudo dar forças e querer, para conseguirem viver os vossos sonhos de peito cheio e de olhos abertos.

Num ápice tudo pode mudar, sei que desperdiçamos demasiado do nosso tempo com nadas, que fazemos os outros desperdiçar tempo, mas é fácil fazer mais. É fácil fazermos melhor. É fácil sermos melhores e uns pelos outros, sem egos inflamados, e umbigos do tamanho do mundo.

Somos nadas, e a imagem de que existem mais estrelas no céu do que grãos de areia em todas as praias do mundo, diz muito da nossa pequenez, e também da nossa grandeza. Esta é tanto maior quanto mais e melhor fizermos por nós e pelos outros, isto será seguramente um dos sentidos maiores do meu viver, pelo menos que seja destas minhas vidas.

Estou grato.
Dizem que o melhor que temos na vida são os amigos. É quase isso, o melhor só pode mesmo ser Nós mesmos... E todas as pessoas que trazemos no coração. Há as especiais, que até podem passar anos que continuam assim mesmo, especiais para nós, são aqueles que apelido de habitantes do meu coração, felizmente tenho muitos, nenhum sobra, nenhum faltará, haverá sempre espaço para todos aqueles que esta vida me trouxer, e também o desprendimento suficiente para deixar partir quem tiver de partir.

Tenho sorte, muita sorte, e estou grato à vida mesmo com todos os pesares.Grato à vida apesar das pausas, dos dissabores, dos contratempos, mas também de tantas coisas boas que me fazem sorrir.

Estou grato a todos, aos que me amam (a vossa presença nos momentos difíceis, seja de que modo for, seguramente torna os dias mais fáceis) e também muito aos outros, eu não quero ser como vocês, eu sou apenas o que sou, e sei que em cada dia quero ser melhor do que aquilo que já fui antes.

Estou grato à minha mãe, por tudo. Pela companhia, pelo amor, pelo afecto, pelas horas a dar-me a mão no hospital, pelo orgulho que tem em mim, pelos silêncios quanto ás coisas que não gosta, também grato pelos momentos maus. Estamos todos longe da perfeição, mas sei que está comigo, do mesmo modo incondicional que estou com ela.

Acredito que tudo na vida tem um propósito maior, mesmo que não seja tangível, nem entendamos o porquê, sei que esta vida "emprestada" que felizmente se desvanece fez com que este Vendedor de Lágrimas nascesse mais rapidamente.

Espero que gostem, se comovam. E que de uns quantos não gostem também, aguardo os comentários. Esse retorno será importante para mim.

A todos entrego estes meus textos, que a partir de agora são nossos.

Sejam gratos, façam a diferença.
Paulo Nascimento Guerra

 

11
Out17

Nas Escolas o Coaching para alunos é necessário

PP

 

woman-1006102 by Pixabay

 

 

 

 

   Muito ouvimos falar em insucesso escolar.

Eu próprio condeno o funcionamento de muitas Escolas Básicas, os currículos desajustados dos níveis etários dos alunos e a rapidez que nos é pedida, a nós professores, para os abordar, e às crianças/ adolescentes para os assimilarem. É fácil entrar em stresse. 

   No 2.º Ciclo e seguintes, o ME há muito terminou com as aulas de Estudo Acompanhado. Quantos livros comprei para ensinar a estudar... Agora, pratica-se "Apoio ao Estudo", umas vezes por semana, orientado por professores de diferentes áreas curriculares e que raramente dominam a linguagem matemática como quero. Isto em algumas Escolas, claro está e não sendo os colegas da minha área, não têm obrigação para tal. Ou seja, eu posso não dar Apoio ao estudo às minhas turmas e dar a outras, blocos de apenas 45 minutos. Esta é uma situação que já se passou comigo, em determinado Agrupamento. Escusado será dizer que, cheguei ao fim do ano, praticamente sem saber o nome dos alunos das outras turmas (horrível!). Conste que exemplifiquei com a minha área porque outros problemas há com as restantes, designadamente, por exemplo, a língua estrangeira e a história, entre outras.

  Importante é, em meu entender, pegarmos em alunos com dificuldades ou não e servirmos de ombro amigo. Sermos aquele com quem sabem que podem contar e desabafar. Como diziam os meus alunos de Seia, quando lhes perguntava porque me contavam certos pormenores, eis a resposta: "Porque o setor não se vai xibar como os outros". Creio tratar-se de linguagem dos Morangos com Açúcar... Continuando, além de um suporte aos problemas pessoais, um suporte ao estudo, à melhoria do desempenho. Aquele que se preocupa em debater com o aluno, "onde erramos ao estudar para esta prova? No que temos de mudar?". Isto é, o Professor Coach. Penso que nas palavras da magnífica Dr.ª Celina, psicóloga clínica, com quem trabalhei em Trancoso, nos meus tempos de professor de Educação Especial, esta designá-lo-ia como "professor referência, com quem os alunos sabem que podem contar". 

 

De seguida, deixo-vos um manual, em espanhol, com várias ideias: COMO-SALIR-DEL-HOYO.pdf

 

Espero que vos seja útil!

 

 

 

10
Out17

Entrevista ao Fotógrafo Paulo César, a Nu

PP

   Paulo César é um dos principais fotógrafos portugueses responsável pela emancipação do homem no nosso país, antes designado por metrossexual. Ao seu olhar, sem pudores, a nudez masculina adquiriu beleza e ultrapassou fronteiras. Domínios antes só ao alcance das mulheres.

Vamos conhecê-lo melhor.

 

 

Paulo César - Foto cedida pelo autor

 

 

 

PP: — Quem é Paulo César?

Paulo César:  Um eterno insatisfeito. Em tudo dou o meu melhor e tento que as pessoas se superem. A fotografia é, desde sempre, uma das minhas paixões. Já foram inúmeras as exposições que fiz, algumas delas fora do país, publicações em livros, capas de CD, centenas de portfólios, etc.

A revista Online Sexy Magazine, projeto para o qual fui convidado para ser o fotógrafo principal e que de imediato aceitei, tinha a mais valia de ser a primeira, não apenas vocacionada para o desporto, a dar destaque ao homem. Depois de um interregno de muitos meses, devido a questões que nada têm a ver com a revista, vai regressar em breve. Desde já, convido todos os modelos e fotógrafos, profissionais ou amadores, com portfólios de nus e seminus, a enviarem os mesmos para sexymagazine.pt@gmail.com. As pessoas que se queiram propor a fazer sessão devem enviar algumas fotos para o mesmo e-mail

 

De Paulo César, cedida por PC

 

 

PP: — De que forma surgiu o interesse por fotografar a nudez masculina, quebrando barreiras e intervir em concursos, até então desconhecidos no nosso país, como o Mister Facebook ?

Paulo César: — Para que o nosso trabalho e paixão comecem a fazer parte do nosso dia a dia e do nosso trabalho não basta ser bom, não basta ter sorte, há que ser diferente, e o nu e a seminudez masculina não eram de facto regra, naqueles tempos, num país de falsos pudores e moralismos. O portal Olhares fez-me ver algumas das coisas que se faziam e bem por cá. Naqueles tempos, o único fotógrafo que fotografava o nu masculino e bem era o João Pedro Sousa do Porto, e eu quis ser um dos bons, um dos que mostrasse sem pudores e sem falsos moralismos o potencial de qualquer pessoa, para fotos sensuais, artísticas, e algumas até ousadas.

O concurso Miss & Mister Facebook Portugal foi o primeiro a aparecer online e à escala nacional, com eventos ao vivo e com Finais ao vivo. De lá saíram muitas participantes que fizeram carreira ao nível da imagem, outros melhoraram a autoestima, muitos fotógrafos criaram os seus portfólios e adquiriram experiência. Os concorrentes do nosso país chegaram a ser os vencedores internacionais do concurso.

 

De Paulo César. cedida por PC

 

 

PP: — Uma prova de fogo levou-te à escrita de uma sentida obra cheia de sentimento. O que nos podes dizer a respeito desse momento e produção?

Paulo César: — A vida está longe de ser linear, e por mais que se façam planos e definam metas, muitas vezes somos surpreendidos, nem sempre positivamente. Estes quase dois de pausa deram-me tempo para pensar muito para não pensar também, e tempo para reunir e escolher textos, e o meu primeiro livro " Vendedor de Lágrimas " foi editado o ano passado. 101 textos escritos desde 2001.

São reflexões e estados de espírito. Algo muito pessoal, com as pessoas a reverem-se em muitos dos textos. Acabo por ajudá-las em exercícios de introspeção, a não terem pudores em deixarem os sentimentos à flor da pele, a não terem problemas em se tornarem humanos, frágeis e sentimentais, mas com toda a garra e coragem para seguirem caminho

 

De Paulo César, cedida por PC

 

 

PP: — O teu recente projeto consiste em retomar/renascer a Sexy Magazine, por onde passaram muitos dos participantes dos Reality Shows. Quais são os teus objetivos a curto e longo prazo? Nesta revista, apenas há lugar para corpos dentro da norma?

Paulo César: — É curioso como ao longo dos anos quer no concurso Miss& Mister Fashion Beauty Portugal e na revista online Sexy Magazine estiveram pessoas que depois chegaram ao mundo  dos reality shows-

Quero que a revista online regresse, apesar de me dar imenso trabalho- Trata-se de um projeto que abracei e que hoje em dia é meu, o qual pretendo cada vez melhor. Conto com o apoio e colaboração de todos os que estejam disponíveis para tal- Espero, cada vez mais. portfólios de outros fotógrafos, modelos consagrados e de pessoas que queiram vir a ser modelos.  Quero que seja abrangente, plural e também sem pudores ao continuar a ter portfólios sem filtro.

 

De Paulo César. cedida pelo autor

 

 

Para finalizar, um pouco de sensualidade, na nossa galeria.

 

 

 

 

 

 

Muito obrigado pela colaboração e tempo despendido.

Sê sempre bem-vindo.

Este espaço é também teu!

08
Out17

Insensato ou ai, ai, ai

PP

Uriel yekutiel

 

 

 

   Há poucas semanas atrás tive conhecimento do vídeo Ma Asista Li, até então completamente desconhecido do meu panorama musical. Curiosamente, também não consigo clarificar quem é o intérprete. Arisa ou Uriel Yekutiel, a Drag Queen que nos aparece com ar cómico e trágico? Este é também bailarino. 

O outro rosto é Eliad Cohen, inicalmente ator pornográfico da MEN, seguindo a carreira de modelo e tendo voltado agora a uma produção pelos... colegas e qualidade de trabalho. Mas por que raio, Deus não me deu um corpo assim? Não era preciso ser tão perfeito. 

Voltemos ao que interessa.

Este vídeo tem provocado algum celeuma dado haver quem defenda promover a violência contra a mulher. Da primeira vez que o vi, sem qualquer filtro, senti uma dose de humor e pensei "mas também nos homens, amar em demasia ou cegamente leva à submissão de forma dúbia?"

 

Qual é a vossa opinião: estimulação da violência ou humor?

 

 

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