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[In]sensato

O (in)correto deambula entre nós...

[In]sensato

O (in)correto deambula entre nós...

14.Jan.18

Sinto a tua falta

P. P.
       O frio fazia-se sentir. As ruas permaneciam enevoadas pela dimensão dos nossos desejos e as mãos teimavam em não se unir. Assim eram os tempos de um passado que deixei fugir.     Na simplicidade e ignorância da idade, a promessa de "não mentir". Foi então que aprendi a nunca dizer nunca. Sem querer, comecei por ocultar algo... (...)
06.Out.17

A fotografia que decidi não publicar

P. P.
       Este publicação devia estar acompanhada de uma fotografia. Não, não é a do cabeçalho. Uma fotografia de há 3 anos, retratando dois momentos, referentes a uma visita 2 semanas antes ao meu pai e a seguinte. Enquanto a minha mãe o visitava todos os dias, nos HUC, eu saia a correr das aulas, para cuidar da minha avó, já na altura dependente. Ainda em relação à tal fotografia, tive que a trabalhar para que não pensassem que se tratava de um morto. Tanto era o sangue (...)
26.Set.17

Naquele semicírculo

P. P.
   Ao levantar-se sentiu que alguém, talvez de uma outra dimensão, lhe dizia para não sair de casa. Refutou aquele que sempre foi um dos seus pontos fortes: o instinto. Talvez porque, longe dali, estaria em contacto com o mundo da fantasia, de pensamentos não filtrados e jogos infindáveis. Por vezes, há que procurar sair da galáxia que não escolheu, repleta de gemidos ou gritos de dor, fragmentos da sua enorme impotência.    Na sua vida, nunca um semicírculo fora tão (...)
24.Set.17

Voar sem Enguiço

P. P.
Olhar o quê e procurar o porquê, para quê?Dos meus olhos brota a inércia de um ódio não consentido, sem ponta de viso.  Naqueles tempos, o amanhã perdeu o sentido. Hoje, os loucos controlam o mundo, desde o micro ao macrocosmos, com um nefasto riso.  Já eu, esse ser desprovido de razão, anseio um voo leve e sem sofrimento. Agora, aqui ou ali... Sem sinais, lágrimas ou enguiço.   
16.Set.17

Lamento à Incógnita

P. P.
      Quantas vezes o sofrimento é mensurável? A matemática da vida não permanece objetiva e o conjunto solução é tantas vezes vazio ou infinito.     Nos acordes das notas de sangue, em Dó maior, a dor da alma arrisca-se a anular as fragrâncias que aquela porta encerra, a par das memórias de uma vida, agora quase sem cor. De que adianta gritar, quando o mundo desvirtualiza o que é nosso? Assim, aos poucos se morre.Na espera.Na oração.Da esperança. Temporariamente (...)
07.Set.17

Contra um mundo de alterações climáticas

P. P.
   Em Portugal, quase tudo se esquece. Há que dar prioridade à vaidade de um umbigo, exibindo extravagâncias ou alimentando o que pouco importa.       O Homem não detém o controle nem a chave da Natureza.  Esqueçam-se os incêndios, menosprezem-se as consequências, entenda-se o aquecimento do planeta com uma repetição do passado ou forma de manter o bronzeado, não se cultive um mundo para os nossos descendentes.     Adianta falar nisto?