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Insensato

(In)correto com sentimento.

(In)correto com sentimento.

Insensato

10
Set17

Estilo Masculino #12 Os meus JOOP!

P.P.

20170831_100045.jpg

 

   Nem todos os perfumes masculinos têm de ser dispendiosos ou deterem-se perante fragrâncias semelhantes. 

A proposta que vos trago chegou-me pela Fapex, não sendo esta uma publicação patricionada. Na verdade, desconhecia os JOOP! . Até ao momento, colecionei as fragrâncias apresentadas na fotografia. Tudo começou com o JOOP! Home, de 1989, algo misterioso, doce, sensual, envolvente, um pouco oriental, com notas de cabeça de bergamota, canela e flor de laranjeira; notas de corpo de madeira de sândalo, vetiver, mel e nicotiana; e notas de base de cumaru, almíscar e patchouli. Um perfume de noite ou a utilizar, sobretudo nos meses mais frios. Não tenha medo do cor-de-rosa! Este é um perfume para homens maduros e a escolha de muitas mulheres, apesar de não ser unissexo.

 

 

 

   Das minhas aquisições, seguiu-se o JOOP! Homme Extreme. Bom, mas em meu entender, não superior  ao anterior. Na minha pele, a fragrância deixa de estar presente com maior rapidez, embora mais intensa. 

 

 

 

 

   Para os meses de calor, nada como JOOP! Jump. Este é um perfume atlético, ou para homens mais discretos, em que  "A notas refrescantes de grapefruit, juntamente com alecrim e tomilho irá levá-lo para o oceano e você poderá saborear a sensação de beleza dos momentos únicos com o perfume Joop!." As notas de cabeça são de carum e alecrim, finalizando com almíscar, camarum e vetiver, como notas base.

02
Set17

Um quadro, Aquele olhar

P.P.

20170901_O meu quadro pela Saal Digital

 

   Um fim de tarde, em Espinho, perante uma majestosa tempestade que perante mim se formou.

Um click para recordar as nuvens e o oceano, seguido de muitos outros, até que as lágrimas de um céu bandido, dotado de armas mortíferas insultou-me, impedindo-me de lá continuar. 

 

   A empresa Saal Digital permitiu-me eternizar um dos meus olhares, através da criação de um quadro de decoração. Com  o software disponibilizado no sítio eletrónico, pude escolher o fundo desajado, dimensões, posição da fotografia...

 

   Experimente.

Lá, pode ainda criar álbuns digitais, posteres e produtos de fine art.

02
Set17

Série #10 Mar de Plástico

P.P.

Mar de plástico da Antena 3

 

 

   Mar de Plástico é uma série Espanhola, que se desenrola em 2 temporadas, da Antena 3, que podemos ver na Netflix. Sem dúvida, uma das minhas preferidas, nas férias de verão.

 

   Mistério, crime, psicopatas, diferenças culturais, tráfico humana e droga são ingredientes que se misturam numa série que por vezes recorda Twin Peaks, dos anos 90.

Tudo começa quando, ao ligar o sistema de rega das estufas, ao invés de água límpida é projetada água com sangue de origem desconhecida. Mais tarde, no tanque da água, descobre-se a cabeça cortada de uma rapariga desaparecida...

Muitos são os suspeitos, sobretudo aqueles que nos ocorrem na nossa mente até ao último episódio da 1.ª temporada. Da 2.ª temporada fazem parte cenas mais ousadas e uma trama que continua muito bem organizada e sustentada. Uma vez mais, voltamos a ficar surpreendidos com o criminoso e... nunca sabemos quem será a próxima vítima. 

   Um aspeto interessante, é o destaque dado às minorias que povoam o país vizinho e à sua convivência; o que não deve diferir muito do nosso país. 

 

Veja os trailers.

29
Ago17

Dos Blocos Pedagógicos da Porto Editora - O que Realmente Importa

P.P.

 

 

20170404_164028 do meu arquivo pessoal - 3C

 

 

 

 

   Nos últimos dias, a publicação dos blocos pedagógicos, destinados a rapazes e a meninas do Pré-Escolar (o masculino de meninas não é "meninos"?), pela Porto Editora, e concomitante recomendação para retirada dos mesmo do mercado, têm vindo a ocupar várias linhas na blogosfera e ainda um  espaço televisivo considerável. Se todos temos direito a uma opinião, no contexto educativo são as especializadas aquelas que têm mais valia, em áreas fulcrais para o bom desenvolvimento do ser humano. E de facto, estas têm sido quase inexistentes. Sim, Ricardo Araújo Pereira, por exemplo, não é da área da Educação ou da Saúde Infantil, e à semelhança de tantos outros, não sabemos quais os interesses que se podem esconder na tomada de determinada postura. Quem empregam as editoras? Para a publicação de blocos pedagógicos e outros recursos didáticos qual é o currículo exigido? O que se ganha na venda de um livro? Quais são as etapas até que um llivro de tarefas seja lançado no mercado? Os autores têm conhecimento prévio das ilustrações? Nunca os media exigiram tanto espírito crítico e de filtragem de conteúdos, como nos nossos dias. 

Não abnegemos que muitos são os pais sem recursos económicos por forma a adquirirem um ou outro bloco para os seus descendentes. Neste momento, recordo, na passada feira do livro da minha Escola, uma criança dos seus 4 anos que chorava por não poder levar um pequeno livro de €3. 

 

   Infelizmente, também a minha opinião não é especializada. Neste domínio do ensino, apenas exerci funções como professor de educação especial. Constatei que, nas salas de aula, as tarefas não são propostas em função do género. Na verdade, todos têm tempo para experimentar aquilo que supostamente é para menino e para menina. A problemática está no número de alunos por sala, o que se estende aos restantes Ciclos de Ensino. Como realizar um trabalho diferenciado, atender as diferentes necessidades das crianças... Deste problema não se fala. 

 

   Não sou a favor de manuais orientados para um sexo. Deve haver liberdade de escolha. Contudo, e apesar de não concordar com os blocos pedagógicos lançados, sou contra a proibição da presença destes no mercado. A proibição levanta precedentes. Por outro lado, os profissionais sabem organizar as tarefas por forma a irem ao encontro da população-alvo. Acredito que o mesmo acontece com muitos pais, mas nem todos. A educação das crianças e adolescentes está cada vez mais delegada à escola, até porque "quem faz um filho fá-lo por gosto" (Ary dos Santos).Este é outro problema que tem vindo a ocupar reuniões de docentes, sem quaisquer avanços. Afinal, é algo de que também não importa falar

 

   Relativamente ao grau de dificuldade das tarefas em função do género, dado não ter os Blocos para análise, convém referir que uma estrutura circular não oferece o mesmo grau de dificuldade que uma quadrangular. Não posso concordar com o incentivo, se assim se pode dizer, a que as meninas se juntem a outras e os meninos a outros. Assista-se à prestação da presidente da CCIG, na na SIC Notícias e a notícia que aponta para os exemplos de segregação promovidos por estes blocos. Um ponto interessante, a CIG sugeriu a formação de um só Bloco de atividades (atualização em 29/09, às 20h de acordo com a notícia destacada). O parecer técnico desta Comissão pode ler-se aqui ou em Parecer Técnico conteudos Blocos Atividades_Porto Editora 23Agosto2017 .

 

 

   Um parecer que me parece sensato é o do Dr. Alberto Frias, numa entrevista ao Expresso, designada por O Boletim de Saúde Infantil e Juvenil sempre foi cor-de-rosa para as meninas e azul para os meninos . De facto, reorganizar as tarefas dos blocos pedagógicos em causa, é uma solução que invalidada a proibição. Esta remete-me para o Estado Novo, embora inúmeras sejam as situações que fazem-me duvidar de um Estado Democrático. Tão ou mais importante, é rever os currículos das diferentes disciplinas, por ano de ensino. As crianças, desde muito cedo, vivem enjauldas nas salas de aula, sem brincar, sejam meninas ou meninos, não vivendo a infância na íntegra. Mais tarde, as discussões típicas entre jovens adolescentes também não são levadas a cabo, uma vez mais, dado o tempo destes estar ocupado entre aulas e atividades extracurriculares. Quando é que estes poderão ser? O que esperar de gerações que são fruto de decisões de quem não trabalha no terreno ou finge ter ligações diretas com quem o faz? Que nunca treparam a uma árvore, brincaram às escondidas ou erraram no intuito de aprender com o erro? Que desconhecem a frustração?

 

   A democracia, no seu conceito de conceder o direito a todos de opinar, tem limites. Para o fazermos, há que procurar estar informados e aceitar a opinião de outros, sem lhes faltar ao respeito. As palavras têm poder! A problemática que se nos depara vai além das diferenças de género. Importante seria que aquilo que importa não fosse esquecido.

 

 

28
Ago17

Diana 7 Days - O documentário

P.P.

 

 

No funeral de Lady Di

 

 

 

   Teço estas linhas após ter visto, na BBC1, o documentário Diana 7 Days. Já tinha escrito acerca da Presença de Diana , por quem nutro admiração e respeito. 

 

 

 

   Este documentário não é sensionalista. Acompanha os 7 dias que se iniciaram com a morte da princesa do povo. Recorre a uma luz e fundo musical um pouco dramáticos, remetendo-nos, com respeito, para alguém que merece descansar em paz, sem o sensionalismo de mordomos e afins que, em meu entender, pretendem ganhar dinheiro fácil com quem já não se pode defender. Cheguei 30 minutos atrasado, mas penso ter captado a essência do documentário.

 

   Parece-me difícil não ficar sensibilizado com os olhares, ainda de dor, dos filhos de Diana. Para mim, o ponto máximo desta obra, a 1.ª que contou com a presença destes, sem Camelas (perdão, Camilas) e afins. Saliento o "sem". Isto porque, na generalidade, os documentários acerca de Diana tendem a adquirir algo de sensionalista, repletos de excessos nada interessantes, alimentados pela ganância e ódio. Faz sentido ouvir aqueles que, ao saberem da morte trágica da mãe, em público nunca choraram. E que hoje, admiram-se de tal feito, como podemos constatar nas palavras dos seus descendentes. 

 

   Uma amiga referiu que apesar da princesa ter tido uma cerimónia fúnebre maravilhosa, não deixou de a considerar ao estilo de Hollywood. E aqui ficou algo que não entendi, talvez pelo inglês ou por a receção de satélite ter falhado... Pareceu-me que esta observação se estendeu à atuação de Elton John.

 

 

 

   Saliento o ponto de vista dos herdeiros, relativamente aos fotógrafos e jornalistas de empresa cor-de-rosa. Aqueles que a viram morrer, sem nada fazer, enquanto limitavam-se a fotografar, procurando a melhor fotografia. Aquela que, certamente, a alguns garantiu uma vida repleta de regalias, sem qualquer peso de consciência. Os abutres continuam por aí.

26
Ago17

Leitura #4 Aqueles que Merecem Morrer

P.P.

   Em cada capítulo, uma personagem. 

Personagens que se cruzam numa escrita envolvente e com mistério.

Pessoas que não sabem que "ninguém é de ninguém", mergulhando na profundidade do inconsciente que apela a atos pouco nobres e irrefletidos na sua essância, apesar de devidamente planeados. Para eles, existem aqueles que merecem morrer, sem lugar ao adeus.

 

Para si, quem são "aqueles que merecem morrer"?

 

 

Aqueles que Merecem Morrer

 

 

 

24
Ago17

Série #9 A série Ingobernable

P.P.

 

 

 

Ingobernable

 

 

 

 

   Ingobernable é uma série mexicana, da Netflix, lançada em março deste ano e com a segunda temporada prevista para 2018. É protagonizada pela verdadeira La Reina del Sur (2010), Kate Del Castillo.

   O suspense está presente do princípio ao fim, num mundo onde nem tudo é o que parece ser. Ao dar vida à 1.ª dama do México, a personagem principal, Emília será suspeita do assassinato do marido, dado um cenério previamente delineado. Quem matou o Presidente do México? À nossa agora ex-primeira dama resta fugir e continuar a descobrir a verdade...

 

A ver, o trailer.

20
Ago17

Motivar as Crianças para a Leitura

P.P.

   

kids-894787 in Pixabay

 

 

 

 

   Atualmente, dada a grande diversidade de recursos multimédia e estímulos, motivar para a leitura nem sempre é fácil. Apesar da minha área estar relacionada com as Ciências Exatas, frequentemente oiço os alunos queixarem-se da falta de animações num livro, a extensividade do mesmo ou não gostarem de "tanta letra".

 

   Um livro é um desafio, um mar de oportunidades e um recurso à imaginação sem limites. Com ele podemos sentir emoções, desencadear debates, aprender, voar entre cenários e personagens só nossas.

Muitos pais não valorizam este apelo à promoção da imaginação. Esta não é somente útil para a escrita. Também a matemática, por exemplo, requer "imaginação". Frequentemente temos de levar o nosso pensamento além do óbvio e no óbvio criar situações conducentes a uma melhor compreensão da situação problema.

 

   A leitura deve adequar-se ao gosto da criança/adolescente, devendo-se explorar diferentes estilos. Na verdade, trata-se de um desafio. Por o meu amigo ler toda a trilogia de X, nada me obriga a ter o mesmo comportamento. Posso gostar de outros estilos ou trilogias que não aquela. Não podemos esquecer também o enriquecimento do vocabulário proporcionado. Assim, que tal estabelecer metas para a leitura de um livro, de que são exemplo o número de páginas ou capítulos/dia? 

 

   Acerca de motivar as crianças para a leitura, assista à seguinte animação. 

 

 

 

 

 

 

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