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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

05
Fev19

A Jamaica portuguesa e o nosso Presidente da República.

por P. P.

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Photo by Fancycrave.com from Pexels

 

    A Jamaica não é um país insular, no mar das Caraíbas, tantas vezes reproduzido em séries e filmes, como James Bond ou Miami Vice? Não, esta não é a nossa Jamaica, o bairro português com amor e arte.

 

    As características económicas, sociais, culturais, geográficas e das promessas políticas esquecidas, num meio de assimetrias, frequentemente descurado pelos responsáveis deste nosso país, induzem idiossincrasias, por vezes, nefastas, numa incapacidade entre julgar o bem e o mal. Contudo, em meu entender, os órgãos responsáveis pela nossa segurança devem ser respeitados. Vivemos em sociedade e precisamos de normas, por forma a usufruir de deveres e direitos. Reações que muitas das vezes implicam violência acarretam e justificam a perda de razão. 

    A um Ministro fica bem dizer que Jamaica Somos Todos Nós. Certamente esteve a par do Me Too. No entanto, esqueceu tantas das componentes que constroem a personalidade de um ser, capaz de o distinguir dos restantes, assim como aspetos de ordem genética, filosófica... É óbvio que não é só discriminação, o que implica aqueles que apregoam a bosta do politicamente correto. O mediatismo raramente acarreta coerência, pelo que a cobertura do caso foi sobejamente criticada. Na verdade, nas nossas vilas ou cidades, sejam elas grandes ou pequenas, todos nós conhecemos um ou dois bairros da Jamaica. Concomitantemente, nestes meios, é do nosso conhecimento que entre pessoas de práticas pouco claras e de assertividade duvidosa, destacam-se aqueles que primam pela honestidade e qualidades humanas.

    Não quero acreditar que as nossas forças policiais agiram de forma grosseira, uma vez que, na generalidade, esta não é a preparação que recebem. Enquanto nada for dito em contrário, após averiguações idóneas, acredito que a PSP agiu em resposta a uma situação devidamente contextualizada. Em relação ao sucedido, até o nosso Primeiro-ministro teve o seu momento de suma humildade.

 

    E o que realmente importa?

Uma vez mais, continua (e continuará) esquecido, engavetado ou prestes a sê-lo. Enquanto isso, para acalmar os ânimos, o nosso presidente da república, ao seu estilo selfie, tal Evita Peron que é, visitou, de forma inesperada o bairro em causa, ao qual pretende voltar. O importante é preparar desde já a próxima candidatura, sem preocupar-se com o facto de afrontar as forças policiais. É que, Marcelo está a gostar demais de ser Presidente. Entretanto, questiono: e o que é feito das respostas cabais por parte de quem tem tais incumbências, no que às várias "Jamaicas" do país diz respeito?

Talvez quando "um santo cair do altar"...

 

    A ouvir proponho Jamaica também é Portugal, uma reportagem da Antena 1.

2 comentários

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    Robinson Kanes 06.02.2019

    Saiu do quentinho no "timing" perfeito, diga-se... Bom sentido de oportunidade para a caça ao voto e ao populismo (que o mesmo, tão paradoxalmente critica). Além disso, a prova de que ficou incomodado foi a resposta pouco diplomática e pouco digna de um PR, que deu à Polícia.
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