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Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

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A Mutilação Genital Feminina continua...

Junho 24, 2018

P. P.

mutilação genital feminina -portugal-mulheres

 

 

 

   A mutilação genital feminina é um ato hediondo, praticado contra o ser humano, neste caso mulheres e meninas, que consiste no corte parcial ou total dos órgãos genitais externos da mulher, como o clitóris e/ou os lábios vaginais, a sangue frio, com uma navalha, uma lâmina ou com um pedaço de vidro. O nome mais comum é "fanado", ato executado pelas "fanatecas". Muitas delas, mulheres na menopausa, com idades compreendidas entre os 30 e os 70 anos, que vivem exclusivamente de tal prática.

Na Guiné-Bissau, esta prática diminuiu apenas 5% entre 2010 e 2014, tendo as vítimas idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos. De facto, já ouvira falar de tal prática, quando o meu pai relatava alguns dos aspetos mais inusitados a respeito da Guerra do Ultramar, tendo ele combatido no país em causa. Contudo, não escondo a minha ingenuidade ao pensar que, volvidos tantos anos, tal prática estaria irradiada. Afinal, continuamos a assistir à mulher escrava, sem direito ao prazer ou à tomada de decisões

 

   De acordo com Fatumata Djau Baldé, esta prática também acontece em Portugal e há líderes de mesquitas a defender que a excisão é uma "recomendação islâmica", inscrita no Corão, em nome da "pureza" das raparigas. Também Fatumata foi sujeita a este ritual e tem vindo a lutar contra a extinção desta prática que não tem nada de religiosa, à exceção das interpretações dúbias do Corão, mas muito de cultural. Leia-se a sua entrevista à RTP.

 

   Se quiser, pode ler e saber mais sobre este tema, aqui e aqui.

 

 

2 comentários

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    P. P. 27.06.2018

    E que tabu.
    Desconhecia a existência desta atrocidade no nosso país, Inglaterra...
    Na verdade, tal como escrevi, dada a época da Guerra do Ultramar, naquele região, à qual o meu pai e tantos outros adolescentes foram condenados a defender sabe-se lá o quê e porquê, pensei que tal prática já não se verificasse.
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