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[in]Sensato

Momentos de reflexão, opinião, crítica e entretenimento

22
Jun19

As cuecas, a serpente e o Padre

por P. P.

A fotografia do Padre de Pedrogão Grande @FB da TVI24

 

   Nunca umas cuecas causaram tanta polémica quanto as do Padre de Pedrogão Grande. Nunca uma “serpente”, de género duvidoso, foi tão falada e comentada quanto a deste caso, à exceção, claro está, da do Antigo Testamento. Já o facto de a Igreja Católica não acompanhar os nossos tempos, parece não se aludir o suficiente.

   Um Padre é um homem, com a fisiologia e morfologia idênticas à de qualquer outro homem. Recordo, no meu 11.º ano, quando obrigado pelo meu pai a frequentar as aulas de EMRC, contra a minha vontade e princípios, questionar, com uma amiga, o professor, também ele padre, enquanto este defendia a abstinência sexual durante o celibato e ser virgem. “O Sr. Padre, nunca se masturbou?”. Relativamente à virgindade, o meu pai nasceu e morreu virgem.

 

   A sexualidade está presente em todos nós. As suas dimensões diferem em grau e qualidade. À semelhança de qualquer rapaz adolescente (e não só!), os testículos de um Padre produzem espermatozoides que se acumulam nos epidídimos e quando em excesso… Splash! Quem sabe, durante um sonho de prazer, finalizado de forma algo molhada. Ainda a respeito das dimensões da sexualidade, tal como os outros homens, os Padres sentem necessidade de contacto íntimo e afetos por parte de alguém do sexo oposto ou do mesmo. E não, não são serpentes. Casamento, porque não?

 

   À nossa semelhança, os Padres também têm o direito de se sentir bem com o seu corpo, de se mimar… São humanos, reitero. No que diz respeito à roupa interior, cada um usa aquilo que quer e com que se sente bem. Eu preferia não usar nada, não fosse algo ficar perdido nas calças, ao som de La Bamba , deambulando e deambulando, acabando por gerar uma dor atroz ao entrançar a perna de forma descuidada. Na verdade, as cuecas e afins, sobretudo nas senhoras, apenas servem para estimular os maus-odores e alguns fungos.

 

   Admiro este padre pois assumiu o que fez. Admiro-o por considerar-se imperfeito, ter cedido à tentação, mas enquanto Padre, ter dado o melhor de si à sua Paróquia e Igreja. Atinente à posição da Igreja, uma vez mais inusitada, condeno a forma como agiu. Ah!... Já me esquecia: protejam-se os pedófilos, enquanto se desvia a atenção para aqueles que se limitam a ser gente. Uma Igreja que, em termos de canais por cabo, não conseguiu levar a cabo/manter o projeto Angelus, o único canal católico do nosso país. De facto, uma igreja que reparte os “tesouros” de forma que não nos é dada a conhecer. A História assim o diz e está dotada de revelações bombásticas...

08
Jan19

Neste mundo desprovido de valores...

por P. P.

André Gago - fotografia do seu FB

 

 

 

    ... A diferença culmina em punições.

Já o tinha constatado na área da educação. Ontem, chegou-nos o exemplo do ator André Gago, como aqui noticiado, que ao decidir estar presente num funeral, abraçando assim um amigo, foi despedido da peça que se encontrava a ensaiar. Com que direito? Até quando?

 

Do FB de André Gago

 

09
Out18

Não é Não

por P. P.

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   Nada entendo de futebol. O mesmo se aplica aos seus praticantes e adeptos. Contudo, conheço CR7.

A semana passada foi algo agitada quanto a acontecimentos, como pode ler neste artigo do JN. Poucos são os portugueses que se insurgiram contra o craque, da mesma forma que o diretor de informação da RTP, opinaram como Miguel Sousa Tavares (aqui) ou Manuela Moura Guedes (aqui).

 

   Não tenho o direito de julgar. Tal como Miguel Sousa Tavares referiu, ambos são culpados, no caso da violação. O reconhecimento por parte do craque já foi levado a cabo, como se pode ler no Der Spiegel (ler aqui). Admiro a coragem para relatar o acontecido. A mesma posição não tenho perante o tempo de negação embora compreenda.

 

   Porém, não posso concordar com movimentos de defesa do futebolista, aos quais assistimos nas redes sociais, levados a cabo apenas porque é Português. E se fosse Espanhol? Em causa está uma violação e reitero "ambos são culpados", mas há que interiorizar que, mesmo perante trabalhadores do sexo, "um não é não".

 

   Para finalizar, tal como referiu Manuela Moura Guedes, na SIC, não posso deixar de salientar os perigos do movimento #metoo.

 

Um post para leitura, incluindo a interação nos comentários, é este, do Triptofano.

04
Ago18

Um novo alerta da PSP - O Desafio MOMO no WhatsAPP

por P. P.

MOMO dos WhatsAPP

 

   Este é um post cujo tema, seguramente, a Célia saberá dar-vos mais pormenores. O que aqui partilho teve como ponto de partida uma notícia que acabei de ler há pouco, no MSN, seguindo-se a consulta da página do Facebook da PSP.

 

   A respeito deste tema, para pais, educadores e jovens deixo o texto que acompanha a imagem com a qual ilustrei esta publicação:

 

<<Desafio Momo do Whatsapp

Na imagem encontra-se a foto de uma escultura de uma mulher-pássaro, exposta em 2016 numa galeria japonesa, em Tokyo.

A mesma imagem tem sido associada a Momo, um contacto que através do Whatsapp pede para adicionar e entra em grupos de conversação. Recebem-se respostas de cariz ameaçador e perturbador. Estas ameaças levam à extorsão de informação pessoal, incitam ao suicídio e a atos arriscados, pelo que se trata de um isco utilizado por criminosos para manipular as vítimas (jovens) roubar dados e extorquir.

Riscos:

- roubo de informações pessoais;
- incitação à violência e suicídio;
- assédio;
- extorsão;
- perturbações várias decorrentes de manipulação e coação.

Para os pais:

- educar sempre no sentido da responsabilidade no digital, protegendo dados pessoais, passwords e informações privadas;
- educar no sentido de nunca se adicionar contactos estranhos ou desconhecidos, em todas as plataformas;
- acompanhar a atividade dos filhos nos smartphones e tablets;
- incluir regras para um uso moderado;
- em caso de suspeita ou crime, denunciar à PSP.>>

 

Fonte PSP

02
Ago18

Cuidados essenciais a ter com as temperaturas elevadas

por P. P.

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   Perante as temperaturas elevadas, que se farão sentir, apesar de estarmos no verão, é necessário tomar cuidados adequados, principalmente junto aos grupos de risco. Deve ser dada especial atenção às pessoas mais vulneráveis aos efeitos do calor nomeadamente às crianças, pessoas com mais de 65 anos, aos portadores de doenças crónicas e a todos os que desenvolvem atividade no exterior com consequente exposição forçada ao sol e ao calor.

Devem, em permanência, nestes dias, em que as temperaturas vão aumentar, ser seguidas as recomendações para proteção dos efeitos negativos do calor:

 

- Manutenção do corpo hidratado e fresco com ingestão de líquidos;

 

- Evitar a exposição solar em especial entre as 11h e as 16h;

 

- Utilização de protetor solar com fator superior a 30;

 

- Usar vestuário adequado, peças de roupa leves, de preferência de algodão, e de cor clara, uma vez que estas refletem o calor e a luz solar e ajudam o corpo a manter as temperaturas normais;

 

- Usar chapéu e óculos de sol;

 

- Fazer um consumo responsável de bebidas alcoólicas;

 

- Redobrar os cuidados em viagem, evitando a permanência em viaturas expostas ao sol, particularmente de crianças e de idosos, sobretudo nos períodos de maior calor. Se não tiver ar condicionado, não feche completamente as janelas. Leve água suficiente ou sumos de fruta natural, sem adição de açúcar, para a viagem. Sempre que possível viaje de noite.

 

- Reduzir as atividades ao ar livre em especial as que exijam esforço físico intenso, tais como desportos, durante os períodos em que as temperaturas estão mais elevadas, no período das 11 ás 16 horas;

 

- Redobrar a atenção ás crianças, idosos, doentes acamados e dependentes oferecendo líquidos com frequência, na forma de água e sumos naturais sem açúcar;

 

- Redobrar a segurança balnear, incluindo prevenção de afogamento e não tomar banho ou consumir água, mesmo que para se refrescar, proveniente de fontanários ou lagos decorativos;

 

- Utilizar apenas água da rede pública ou água engarrafada;

 

- Seguir as recomendações do INFARMED,I.P. sobre a utilização e conservação de medicamentos;

 

- Em caso de necessidade ligar para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24).

 

Foto da capa by rawpixel.com from Pexels

07
Jun18

O tempo de serviço dos professores, os sindicatos e a realidade

por P. P.

Tiago Brandão Rodrigues

 

 

 

   A minha confiança nos políticos, por motivos de vária ordem, tem vindo a diminuir ao longo dos anos. Atualmente, posso dizer que é nula ou começa a estar abaixo de zero. 

 

   O desrespeito pelos professores têm vindo a atingir níveis dramáticos, como se os atuais tivessem as mesmas práticas dos de há muito, referindo-me àqueles que se limitavam a ler o manual adotado, sem qualquer preparação de uma aula com rigor, a falar com os alunos com comportamentos disruptivos, sem humanidade nem empatia ou interesse no progresso dos discentes. Talvez pelo exposto, alguns filhos de "antigos" professores considerem que pouco ou nada se faz nesta profissão. Registe-se que fui aluno de alguns professores "antigos" muito bons e aos quais estou muito grato. Inclusive,  por este ou aquele puxão de orelha. Poucos sabem que, na maioria das disciplinas, temos trabalhos de casa diários e a preparação de materiais ocupa muitas das nossas noites ou fins de semana. Há ainda que encontrar resposta para os diferentes tipos de alunos, sejam eles portadores de necessidades educativas especiais ou não. Os 3 meses de férias que muitos nos apontam não correspondem à verdade, bem como os vencimentos absurdos que nada me importaria de algum dia vir a auferir. Aliás, estudar para após 20 anos de prática letiva continuar a mais de 100km de casa levanta muitas questões, tais como as despesas em duplicado, a adaptação a novas realidades culturais; entre tantos outros aspetos a abordar em outro post. Não vou perder tempo com acusações dúbias nem na respetiva defesa, uma vez de que nada adianta tentar "conversar com um estúpido"

 

   Sim, há vários tipos de professores, mais ou menos empenhados, sendo da minha opinião pessoal que os menos esforçados são os mais elogiados pelos elementos da direção. Um professor que não se dedica pouco ou nada exige. O que dizer da inovação? Como tal, para estes, poucos são os conflitos com os pais. Por outro, estudar, pesquisar, ... requer tempo. Como destiná-lo a desempenhar um papel junto aos pares e lideranças, de forma a tornarmo-nos "fantásticos" e "ideais"?  Eu preocupo-me com a "imagem" que os meus alunos têm de mim e da preparação que lhes dei. É muito bom ter o feedback daqueles que o foram há 20 anos até à data, o que sucede. Regra geral, conversamos, entre outras coisas, de aspetos a melhorar, o que manter, ... Um professor constrói-se. 

 

   Não acredito na grande maioria das promessas eleitorais. Por outro lado, defendo que o ministro de determinada área deve estar a ela ligado. Um cientista ou como já sucedeu, uma escritora, a liderar o Ministério da Educação? Ainda que aluno, saudades dos tempos de Roberto Carneiro. 

 

   Atualmente, constatamos que os programas curriculares não foram alterados. E o quanto estão desajustados dos estádios do desenvolvimento das crianças e adolescentes. Este é um domínio que implica as reais aprendizagens dos alunos. Vivemos uma época de transmissão de conteúdos, na qual prevalece o cumprimento dos programas curriculares, custe o que custar, ao contrário do que se espera, do que nos diz a pedagogia e daquilo que estudei. Na altura, o ensino pela descoberta. Mas esta não foi a única medida que Tiago Brandão não levou avante. O que dizer das "irregularidades"/injustiças nos concursos de docentes? 

 

   De acordo com o Jornal Económico, "A proposta do Governo de contagem de tempo de serviço de dois anos e nove meses para as progressões dos professores custará 140 milhões de euros brutos anualmente a partir de 2023, avançou hoje fonte do Governo" Entretanto, os sindicatos, face a uma postura algo inusitada e ousada de Tiago Brandão, ameaçam com um ciclo de greves.Talvez, desta forma, até os pais comecem a respeitar os professores dos seus filhos. Sobretudo aqueles que os encaram como pais/educadores/psicólogos/baby sisters dos seus filhos. Se tal for levado a cabo, infelizmente nem todos irão aderir às greves, sobretudo os mais bem remunerados, que estão colocados perto de casa e com maior antiguidade. Já não é a primeira vez que se assiste a esta tendência.

 

    A decisão do ministro da Educação de não querer ver contabilizados os anos de serviço dos professores portugueses e de ter alegadamente chantageado os sindicatos para levar a sua avante, deixando as negociações caírem por terra, pode custar a tão desejada maioria ao partido socialista português. De acordo com o biólogo Joaquim Jorge, “O Governo e o ministro da Educação têm memória curta. José Sócrates perdeu a sua maioria absoluta por ter afrontado desmesuradamente os professores e foi obrigado a sair. Mais tarde, foi Pedro Passos Coelho que perdeu a maioria e também saiu”. Para o fundador do Clube dos Pensadores, o objetivo do ministro seria virar os professores contra os sindicatos de forma que estes os forçassem a “aceitar o inaceitável”. Contagem integral do tempo de serviço; regras próprias para aposentação dos professores; repor o horário em 35 horas semanais respeitando a componente letiva, não letiva e individual de trabalho; repensar a municipalização e a gestão democrática nas Escolas. Estas são as questões em debate e esta é a realidade. Pessoalmente, pouco me importa que aumentem ou não o meu vencimento, mas quero ver-me no devido e merecido escalão, com o real tempo de serviço contabilizado. Afinal, não trabalhei menos x anos. Acredito que uma negociação honesta possa consegui-lo. O que impede cessar a municipalização - vivam as colocações graças ao fator C (leia-se "cunha") - e gestão democrática das Escolas?

 

   Ainda de acordo com o biólogo, no seu parecer ao Notícias ao Minuto, "Os professores são uma classe decididamente em vias de extinção. No futuro próximo, em Portugal, ninguém vai querer ser professor e teremos de aceitar imigrantes para darem aulas. Em Inglaterra a maioria dos professores é indiana, em Portugal será dos PALOPs" Quantos alunos tive nos últimos 5 a 6 anos que desejam ser professores? Zero!

 

11
Mai18

A respeito da autodeterminação da identidade e expressão de género

por P. P.

 

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 Photo by Sharon McCutcheon on Unsplash

 

 

   Neste texto de opinião, não me preocuparei com as diferentes designações que têm vindo a ser atribuídos aos transexuais. Importa que o leitor entenda do que se fala, com simplicidade e clareza.

 

   Há muitos anos atrás, quase 20, tive contacto com a 1.ª amiga transexual. Na altura, admito que não sabia do que se tratava. Naqueles tempos, estes casos apenas eram confidenciados a amigos íntimos e por vezes, a um ou outro técnico de saúde.  De maneira geral, em meu entender, vivia-se na ignorância acerca da realidade dos transexuais

Uma vez que, por razões profissionais e familiares, esta minha amiga nunca fez tratamento hormonal nem de mudança de sexo, tenho vindo a acompanhar o sofrimento mais profundo de quem se sente de outro género, não podendo, em contextos triviais, manifestá-lo. O viver num mundo que não o seu, acorrentado num corpo com o qual nunca se identificou. Posso exemplificar, a recusa em usar soutien, a aversão às mamas, quantas vezes apertadas por forma a não se evidenciarem, a preferência pelas roupas masculinas e todo um conjunto de hábitos não muito associados ao género feminino, o repúdio pela menstruação e genitais,...

Que fique claro, na transexualidade não estamos perante uma orientação sexual. A minha amiga sente atração por mulheres, como homem. Toda a forma de galanteio, mimos e cortesias numa relação são "masculinas". Como tal, não há atração por uma lésbica. Dentro do corpo de uma mulher, há um homem. 

 

   O sofrimento de um transexual é atroz. O bullying começa bem cedo na escola, a rejeição pelos familiares, colegas, "amigos"... Destes atores, há quem se recuse a ver o óbvio. Também há quem procure exorcizar a identidade e a expressão de género, sem qualquer pergunta ao sujeito em causa. 

 

   Entendo que, ao longo dos tempos, o conceito e sofrimento dos transexuais tem vindo a ser "denegrido" pela pornografia. Muitas vezes, são chamados de transexuais ou até mesmo de hermafroditas, quando os "atores" estão em fase de mudança de sexo. Tal não é correto. Um transexual não tem os dois sexos e quando tal acontece, é porque um deles ainda não foi removido. Conste ainda que os transexuais não sentem atração física ou sexual por ambos os géneros. Regra geral, assistimos a "atrizes e atores" que procuram na pornografia, o dinheiro necessário à continuidade dos tratamentos. 

 

   Por mais palavras que utilize, é indescritível o sofrimento das pessoas nesta "condição". Até a religião pode ser (é!) castradora. Porém, não é de ânimo leve que se deve decidir mudar de sexo. Ao longo da adolescência existem várias dualidades e devaneios. A própria educação pode influenciar a criança/adolescente no encontro da sua identidade. Em suma, para "rotular" um transexual, é necessário passar por uma equipa de especialistas, de diferentes áreas, que emitam esse parecer. Assim, foi com a minha amiga, há tantos anos atrás. Como tal, concordo com o veto exercido pelo nosso PR à lei proposta para a mudança de sexo aos 16 anos, 

 

   Que a sociedade aprenda a respeitar os transexuais. O processo é lento, tanto a nível social como a nível das transformações no sujeito. Há que saber respeitar e compreender o que é viver acorrentado num corpo com um sexo com o qual não nos identificamos

 

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 Photo by Evan Kirby on Unsplash

30
Abr18

A Angariar fundos para a Alzheimer Portugal

por P. P.

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   Das poucas vantagens que reconheço no Facebook, descobri a angariação de fundos para instituições. Dada a proximidade do meu aniversário, decidi colaborar.

Como tal, apesar de ainda não dominar muito bem a funcionalidade, decidi criar a seguinte angariação, com vista a apoiar a Alzheimer Portugal. A demência em causa não é exclusiva de idosos. Desenganem-se! 

 

O que me levou a esta angariação, solicitando, desde já, que cliquem na hiperligação que criei na palavra "seguinte", do período anterior:

 

 

Nos últimos 7 anos, a Doença de Alzheimer tem feito parte da minha vida. Inclusive, em momentos cruéis, como durante o cancro dos pais. 
A Ciência ainda não progrediu o suficiente por forma a evitar esta demência descoberta em 1906, ou minorar as consequências ao nível degenerativo e não só. O sofrimento dos doentes e cuidadores é, muitas vezes, atroz.
Defendo que não devemos pensar apenas "nos nossos" ou considerarmo-nos as "pessoas mais martirizadas do mundo". Mas todos temos o dever de dar a mão. Simultaneamente, defendo que os doentes devem ser cuidados por familiares, o que o governo em nada ajuda ou apoia. Esquecem que os velhos e doentes de hoje, amanhã seremos nós.

Refira-se ainda que esta demência tem vindo a atingir grupos etários cada vez mais jovens. E ao contrário do que já ouvi numa Escola, por colega de dúbia formação/integridade, esta não é a "doença do esquecimento".

 

Não posso deixar de destacar o comentário de uma antiga aluna, a Helena Costa. Daquelas cuja bondade se nota nos gestos e olhar, não obstante os 20 anos já volvidos.

 

 

<<Já trabalhei com Doentes Alzheimer.

Não é nada fácil. O ter que orientar sem perturbá-los é muito difícil e desgastante, tanto para cuidadores/família como para o doente. Já para não falar na agressividade manifestada em alguns doentes. 
Força muita paciência e calma para todos aqueles que vivem de perto está realidade.>>

 

Lutemos por um mundo melhor.

 

Alzheimer Portugal

 

 

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